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Suinocultura : O futuro é dos porcos

28 Jan

Com o caso do embargo da Rússia, que proibiu a importação de carne suína de diversos países, a suinocultura no Brasil tem a chance de mostrar ao mundo que sua produção está dentre as melhores do mercado. O setor de suínos ganha cada vez mais espaço, e se torna uma atividade cada vez mais importante para o desenvolvimento econômico do país.

 

Mas, mesmo com a oportunidade, o que sustenta esse setor no nosso país ainda é o comércio interno. Recentemente, a campanha “A carne suína é 10”, lançada pela Associação Brasileira dos Criadores de Suínos, cujo objetivo foi lançar o olhar do brasileiro para o consumo, incentivou a população a usufruir mais dos benefícios desse tipo de carne, que é exportada para países como Japão, África e Coréia do Sul, mas ainda tem pouca comercialização nacional.  Senhor Dirceu Sacon, suinocultor na região do Paraná, afirma que o setor passa por um ano de bons preços, porém, “é importante manter a calma e procurar estabilidade”. 

De acordo com informativo da Associação Brasileira de Proteína Anima (Abpa), em setembro houve um aumento nas vendas de carne para a Rússia, cerca de 23% com relação ao mesmo período de 2.013. Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) fornecidos pela instituição mostram que as exportações de carne suína para o país foram as que mais aumentaram. Em volume, a alta foi de 76,8%, para 17.065 toneladas - 39,6% do total embarcado. A receita subiu 172,9% na mesma comparação, para US$$ 87,8 milhões. É de extrema importância e avaliação positiva para o presidente da Associação Brasileira de Criadores de Suínos, Marcelo Lopes, que alerta: “que a gente não feche os olhos para os demais países também, que são países que estão sempre com demanda pelos nossos produtos”. 

Evandro Poleze, diretor da unidade de negócios suínos da Zoetis, a informação permite desenvolver projetos relacionados à produtos e mercados. “Nós também somos afetados pelo momento em que o mercado se encontra. O mercado hoje, tanto interno quanto externo, está aquecido. Estamos otimistas. De acordo com informações, a lucratividade do produtor está bastante positiva”. O executivo explica que ainda não têm o efeito do interesse internacional nos últimos meses, e acredita que o mercado está capacitado para atender as demandas do mercado de suinocultura. 

Nas questões tecnologia e informação, o setor se destaca cada vez mais. No evento organizado pela Agriness, empresa de gestão de informação, com sede em Florian´ópolis, Santa Catarina, em setembro, que reuniu suinocultores e profissionais do setor, do Brasil e, principalmente da região Sul do Brasil, o sócio-diretor da companhia, Everton Gubert, afirmou que “2.012 foi uma combinação fatídica de vários fatores. A crise conscientizou os produtores”. De acordo com o empresário, a suinocultura “tem algo particular, nosso mercado externo é de apenas 20%, e nós não temos muito espaço para crescimento externo. Em 2.005 percebemos que a sustentabilidade dessa cadeia não está na exportação, e sim no mercado interno”. Para ele, o mercado amadureceu no sentido de oferta e demanda.

PED

A Diarréia Epidêmica Suína (PED), causada por um coronavírus, produz surtos agudos e graves de diarreias que se transmite rapidamente em suínos de todas as idades. Atualmente há registros em países como Canadá, México, Peru, Colômbia, Japão, entre outros. No Brasil não há registros. Porém, o Ministério da Agricutura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), alerta para que os criadores mantenham-se informados e peçam orientações aos veterinários da região, e indicam atenção ao adquirirem animais de outros criadouros, que devem ser mantidos isolados por, pelo menos 15 dias. “O governo está fazendo a parte dele, com os trâmites de limitações nas fronteiras, agora, cabe a nós cuidarmos dos acessos, não deixarmos pessoas estranhas terem acesso aos nossos rebanhos, isso é muito importante”, explica Lopes. “Hoje existem especialistas sobre o tema, e a biosegurança é um dos pilares para evitar a entrada dessa doença no Brasil. Um ponto importante é que a granja de Cananéia foi reativada para que todos os animais importados sejam observados antes de serem introduzidos nos rebanhos”, complementa Poleze.

 “A atividade de suinocultura é hoje uma das que mais possuem tecnologia, podendo oferecer ao consumidor segurança e qualidade de produto, além de ser uma das carnes mais saudáveis. É importante que essa informação chegue até o consumidor final, pois é ele quem faz a diferença”, finaliza Sacon.

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Da Redação

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