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Crédito Rural: Dinheiro não vai faltar

27 Jan

Com a expectativa de uma safra acima dos 200 milhões de toneladas e cambio favorável as exportações, produtores vão atrás de recursos disponibilzados pelo governo. Em cinco meses, já foram tomados quase R$ 70 bilhões em crédito.

 

A agropecuária  brasileira já investiu 44,6% do crédito rural disponibilizado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) para a safra 2014/2015, por meio do Plano Agrícola e Pecuário (PAP), disponibilizado para investimento, custeio e comercialização da safra. Dos R$ 156,1 bilhões, já foram aplicados R$ 69,6 bilhões.

Somente para custeio e comercialização foram programados para a safra 2014/2015,o valor de R$ 111,9 bilhões, dos quais R$ 51,3 bilhões (45,9%) foram aplicados somente no período de julho a novembro deste ano. Já para investimentos, dos R$ 44,1 bilhões programados, foram aplicados no mesmo período R$ 18,2 bilhões, o que corresponde a 41,5% do total.

Entre os programas de investimento que mais tiveram recursos contaratados  até o momento está o Programa de Construção e Ampliação de Armazéns (PCA). Dos R$ 3,5 bilhões disponibilizados para esta safra, já foram investidos R$ 2,1 bilhões, ou seja, 61,3% do total.

Para o Moderagro e o Moderinfra - foram disponibilizados R$ 500 milhões para cada um deles - foram investidos até novembro deste ano, 17,1% e 24,2% respectivamente. O Moderfrota teve R$ 9,1 milhões do total de R$ 3,7 bilhões aplicados até novembro. Do Programa ABC, R$ 4,5 bilhões foram disponibilizados, correspondendo a quase 30%.

O Prodecoop e o Procap - Agro têm recursos disponíveis de R$ 2,1 bilhões e R$ 3 bilhões, dos quais já foram aplicados 16,7% e 24,3%, respectivamente. No Pronamp, são R$ 16,1 bilhões em recursos, dos quais já foram utilizados R$ 8,5 bilhões, ou seja, 53,4% do total.

Na parte de custeio e comercialização, os produtores foram beneficiados com recursos para o Funcafé na faixa de R$ 3,8 bilhões. Desse montante, R$ 2,03 bilhões foram aplicados, o que corresponde a 53,3%.

Os números de 2014

Segundo a Assessoria de Gestão Estratégica do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (AGE/Mapa), os números obtidos em 2014 mostram que houve expansão, não apenas da produção das lavouras e da pecuária, mas também do setor de insumos, como fertilizantes, defensivos, máquinas e equipamentos.

O faturamento da agropecuária expressa em valores brutos de produção (VBP) em 2014 foi de R$ 461,6 bilhões, 2,5% superior ao obtido em 2013, que foi de R$ 450,3 bilhões. A pecuária teve um melhor desempenho do que as lavouras, apresentando um crescimento real de 10,3 % em relação a 2013. Já as lavouras tiveram um decréscimo de 1,6 %.

Os preços mais baixos este ano para atividades relevantes como cana-de-açúcar, milho, cacau, feijão, soja e trigo, foram responsáveis pela redução do VBP das lavouras. Já na pecuária, o aumento no faturamento, em especial das carnes bovina, suína e de frango, deve-se ao comportamento favorável do mercado internacional quanto à demanda de preços.

Segundo a AGE, pesquisas mostram que 90% do crescimento do produto agropecuário deve-se aos ganhos de produtividade e 10% ao aumento no uso de insumos. Mesmo com impactos climáticos fortes em algumas regiões como, por exemplo, o excesso de chuvas, secas ou geadas, a produtividade tem tido aumento contínuo no tempo, o que é essencial para garantir o crescimento do setor em prazo mais longo.

Previsões 2015?

Segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a safra de grãos em 2015 é estimada em cerca de 202 milhões de toneladas. A previsão é que haja um crescimento de 4,2% na produção, e aumento de área de 1,5%.

O faturamento expresso em VBP para 2015 deve ser semelhante ao desse ano e deve girar em torno de R$ 462 bilhões. Não há indicação de que os preços previstos para os principais grãos serão mais baixos do que os atuais. Além disso, o clima e as condições de outros mercados, especialmente no que se refere a expectativas de produção e a condições de demanda por produtos brasileiros, são decisivos no resultado a ser obtido.

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Da Redação

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