MOMBAÇA: CAPIM SANTO

De acordo com a Embrapa, a grande dificuldade do produtor é decidir o que fazer com os animais retirados do pasto. E, para a instituição, a resposta resume-se no planejamento e acompanhamento da produção do pasto capim-mombaça, se baseando nas alturas de entrada e saída dos animais, obtendo reserva para realocação dos animais, sempre quando não atingir a altura-meta.

 

Aumento na produtividade, alta qualidade e facilidade de adaptação em diferentes climas e solo. Essas são as características do campim-mombaça. A planta é uma gramínea com folhas quebradiças com colmos levemente arroxeados e folhas com poucos pêlos na face superior, e exige fertilidade do solo para que essas condições aconteçam. 

No plantio, a planta exige “pastagem degradada e preparo convencional da área - gradagem pesada, gradagem média, grade niveladora, adubação e plantio”, explica a pesquisadora da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) Gado de Corte, Valéria Pacheco Batista Euclides. “A adubação deve ser feita baseada nos resultados da análise de solo. Os principais nutrientes são cálcio, fósforo, potássio, nitrogênio, zinco, cobre, molibdênio e boro”, completa. De um modo geral, as respostas mais positivas são ao fósforo são dependentes dos outros nutrientes. A resposta à adubação nitrogenada faz com que, em produto animal, diminua à medida que a dosagem aumenta.

Ainda de acordo com a pesquisadora, o equilíbrio entre o acúmulo e o melhor valor nutritivo da forragem acontece quando o pasto de capim-mombaça atinge 90 centímetros de altura. “Acima dessa altura, além da queda do valor nutritivo, há grande acúmulo de colmo e de material morto, ou seja, uma degeneração da estrutura do pasto, levando ao animal a consumir menos forragem e consequentemente menor desempenho animal. Assim está altura deve ser vista como a altura máxima para a entrada dos animais”. O crescimento da planta pode alcançar 3 metros de altura, aproximadamente. O manejo abaixo dessa altura deverá ser efetuado com cautela, e o numero de animais por piquete precisa diminuir, pois há possibilidade de menor desempenho, além de o pasto poder entrar em processo de degradação. 

Segundo pesquisas, há a necessidade de níveis de nitrogênio variando de 50 a 300 quilos por hectare, sendo a dose baixa o mínimo para evitar degradação do pasto, e as doses mais altas aconselhadas para incremento na produção de forragem, resultando em maior ganho de peso dos animais por área.

Semelhante a outros capins tropicais, o capim-mombaça apresenta de 70 a 80% de sua produção durante o período das águas. “O clima mais favorável para produção é o tropical com, no mínimo, 1.200 mm precipitação”, explica Valéria. Mesmo assim, o acúmulo de forragem não é uniforme. Há variações nas taxas de lotação, de modo a possibilitaresm os ajustes das alturas-meta nos pré e pós-pastejos. Como a planta apresenta porte alto e com grande acúmulo de colmo, deve ser manejada na forma de pastejo rotacionado, que pode resultar em ineficiência do sistema, apesar de o manejo se basear em dias fixos e pré-determinados de descanso.

Para a colheita eficiente, em qualidade e quantidade, deve-se adotar a rotação flexível dos pastos, isto é, os animais devem entrar no piquete quando o pasto atingir a altura de 85 a 90 centímetros de altura e permanecerem até que esse tamanho baixe para 40 a 50 centímetros. Segundo Valéria, “Se for colheita da semente, deverá ser feita com maquina colheitadeira de sementes forrageiras, e se for sob pastejo, quem colhe e o animal”.

Seguindo esses passos, a chance de ganho de peso dos animais chega a 800 gramas, em média, no período das águas.Numa observação do manejo, em 2.012/2.013, com a prática do manejo citada acima, houve um ganho de peso vivo de 930 quilos por hectare.

De acordo com a Embrapa, a grande dificuldade do produtor é decidir o que fazer com os animais retirados do pasto. E, para a instituição, a resposta resume-se no planejamento e acompanhamento da produção do pasto capim-mombaça, se baseando nas alturas de entrada e saída dos animais, obtendo reserva para realocação dos animais, sempre quando não atingir a altura-meta. 

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Da Redação

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