MÁQUINAS: ELAS VÃO INVADIR SEU CAMPO!

“as máquinas maiores e mais potentes trazem consigo mais tecnologia embarcada, ou seja, recursos de agricultura de precisão, entre outros recursos, para tornar o trabalho mais fácil, assertivo e rápido. O calendário para plantio e colheita vem, historicamente, se reduzindo, devido às necessidades de mercado”

 

A agricultura brasileira tem cada vez mais uma demanda sobre produtos. Esse vento que sopra a favor do setor, exige que a produtividade aumente constantemente, de forma assertiva. Os produtores acompanham esse mercado, e buscam cada vez mais produtos tecnológicos e de precisão, que os ajudem a se manter nesse nicho, que está cada vez mais competitivo.

No mundo agrícola, são consideradas de alta potência máquinas a partir de 200 cv. De acordo com Leonel Oliveira, gerente de vendas da Massey Ferguson, do grupo AGCO, há um crescimento na procura por esse tipo de equipamento, estimulado por fatores básicos, porém, essenciais para o desenvolvimento do setor: Escassez de mão de obra no campo, necessidade de máquinas mais tecnológicas e janelas agronômicas menores.  “Nós temos uma demanda cada vez maior de alimentos e não há um contingente, proporcional, de trabalhadores residentes no campo quem acompanhem essa necessidade”, explica. Além disso, “as máquinas maiores e mais potentes trazem consigo mais tecnologia embarcada, ou seja, recursos de agricultura de precisão, entre outros recursos, para tornar o trabalho mais fácil, assertivo e rápido. O calendário para plantio e colheita vem, historicamente, se reduzindo, devido às necessidades de mercado”, explica.

As grandes empresas multinacionais do setor já estão adaptando essa demanda no Brasil. Para  Fabrício Muller, coordenador comercial da Valtra, também do grupo AGCO, há muita procura na área do plantio de grãos em grande escala, como soja, pois existe uma demanda de tratores de alta potência, acima de 300 cv, pelo fato da janela do plantio ser cada vez menor, principalmente em regiões como Mato Grosso. “Hoje o plantio precisa ser feito em, no máximo, trinta dias, e a necessidade por máquinas maiores, com capacidade produtiva muito grande faz com que haja essa procura”, explica. “Um trator de alta potência pode substituir dois tratores de média potência”, complementa. “Na questão de colheita, quando se diminui o tempo de plantio, automaticamente se diminui o tempo de colheita. Então precisamos de máquinas com alta capacidade, que consigam colher no período”.

Já se percebe um crescimento na procura desses veículos, há dois anos o mercado já começou a aquecer, com crescimento de 2% na comercialização de tratores, e 9% nas colheitadeiras, num comparativo feito pela Massey Ferguson, de 2.012 até julho deste ano. “Vimos um crescimento na região do Mato Grosso há cerca de quatro anos. E no Rio Grande do Sul, percebemos isso de dois anos para cá, onde temos muita solicitação de máquinas de alta potência”, conclui Muller(Valtra). “As máquinas de alta potência vão reduzir a quantidade de operadores, porém, vão exigir um profissional mais qualificado para trabalhar com elas”. “A tendência é que esse mercado cresça cada vez mais”, conclui.

A Valtra hoje tem uma linha de modelos estão se posicionando no mercado de máquinas de alta potência, como os tratores S293 e S353 e a colheitadeira BC8800. Já a multinacional americana John Deere contém máquinas como os modelos 9R.

Dentre os modelos da Case IH, do grupo CNH Industrial, se detaca o Magnum. A Massey Ferguson oferece os tratores MF 7415, MF 8670 e MF 8690; e as colheitadeiras MF 9790 e MF 9895, das classes VII e VIII respectivamente.

Rodrigo Junqueira, diretor de vendas da John Deere Brasil, diz que hoje existe uma tendência de migração de potências de máquinas, e isso fez com que a marca investisse nos equipamentos acima de 200 cv. Hoje a empresa produz no Brasil, o que antes era importado. De acordo com o diretor, “antigamente tinha um uso dessas maquinas no serrado brasileiro, e hoje isso, não na mesma proporção, mas está espalhado no Brasil como um todo. Você tem produtores de médio porte com máquinas de alta potência para que façam o serviço mais rápido”, explica.

Para Rafael Miotto, diretor de marketing da Case IH para América Latina, não existe uma região hoje que não esteja crescendo e aumentando a quantidade de máquinas de alta potência. Hoje não tem mais opção. Tem que fazer mais, por menos. “A agricultura trouxe muita riqueza para regiões. Os municípios começaram a se desenvolver. Houve um boom no interior do Brasil. Abriram comércios, e essas empresas começaram a disputar mão-de-obra na região”, explica. “Nas regiões do Maranhão, Piauí, Tocantins e Bahia, o crescimento com certeza é bem maior do que no resto do país”, diz.

O Brasil tem muitas áreas de pastagem para desenvolver, que não afetam o meio ambiente. De acordo com XXX da Case, “já é um mercado pronto para esse tipo de maquinário. Além disso, em todo o resto do país, a máquina chega a dez anos de vida útil, e o produtor acaba trocando, e quando isso acontece, troca duas por uma das maiores”.

De acordo com a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), houve um crescimento consecutivo na produção do setor. Em análise feita no último mês de agosto, na área agroindustrial, houve queda de 13,4% com relação ao mesmo período de 2.013 na comercialização de máquinas autopropulsadas, porém, existe estabilidade, comparando o mês da pesquisa com o mês de julho.

Tanto as exportações como as vendas internas tiveram o mesmo índice comparativo, com queda de 17,1% com relação ao mesmo período do ano passado. A quantidade de produtos comercializados até agosto deste ano alcançou 45,8 mil unidades, redução de 18,9%, comparado as 56,5 mil de 2.013.

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Da Redação

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