Revista 06 / Abril 1998

Revista 06 / Abril 1998

Este sistema, conhecido mundialmente pela sigla GPS é parte integrante de um novo conceito chamado de Agricultura de Precisão que preconiza o controle total sobre toda atividade agrícola da propriedade rural com o auxilio de computadores e do satélite.

“A utilização dos complexos orgânicos de minerais permite a multiplicação e a ativação da flora do rúmen, para um melhor desdobramento da celulose e uma eficiente utilização dos nutrientes das pastagens”, explica Marcos Baruselli, gerente de desenvolvimento de novos produtos, para o setor de bovinocultura de corte da Tortuga, maior empresa de suplementos minerais do País, que está desenvolvendo há dez anos pesquisas sobre os “complexos orgânicos de liberação controlada”, substâncias que são trabalhadas bioquimicamente para que sejam melhores assimiladas pelo organismo dos animais. 

O presidente da Leite Brasil surpreende quando afirma que o Brasil tem capacidade para atender a toda sua demanda por leite, Categórico, Jorge Rubez declara que o “país tem que acabar com distorções no mercado de produtos lácteos e convencer-se de que é auto-suficiente”. A afirmação foi feita logo depois do anúncio de aprovação do projeto de lei do deputado Nilson Gibson, que restringe a aquisição, pelo governo federal, de produtos lácteos originados fora da área do Mercosul.

Apesar de todas as restrições que os fumantes recebem diariamente e ser cada vez mais restritos os locais permitidos para esse hábito, o setor fumageiro não vê decrescer o consumo de seu principal produto que é o cigarro. Ao contrário, realiza cada vez mais, vultosos investimentos – tanto em construções de centros de processamento de fumo como em fábricas de cigarros – e se consolida como um dos segmentos do agrobusiness de melhor resultado brasileiro. 

São produtos que buscam atingir o consumidor pelo item mais procurado na vida de hoje, aonde poucos têm tempo para preparar um almoço ou uma janta. No caso, o fator mais relevante tem sido a convivência. E por este “detalhe”, muitos não se importam de pagar mais. 

A constatação é do engenheiro agrônomo mestre em economia agrícola ESALQ Eduardo Leão de Souza, ao acrescentar que, essas duas lavouras, tiveram uma grande redução na área do plantio. No algodão, “nós éramos exportadores e, hoje, somos importadores competindo com os produtos subsidiados na origem – Europa e Ásia, sobretudo. Com relação ao trigo, a situação é mais clássica. O País produzia 8 milhões de toneladas e, atualmente, produz 2,5 milhões/ton e importa os 6 milhões restantes e necessários ao consumo interno”. Segundo ele, esses dois produtos e mais o leite “são os mais prejudicados pela importação”.