Revista 37 / Janeiro 2001

Revista 37 / Janeiro 2001

E este não é único motivo para comemoração da atividade. Os preços da arroba do boi gordo mantiveram-se superiores a US$ 20 durante todo o ano e a produção superou 6,5 milhões de toneladas. Com todos estes indicadores não é surpresa que a pecuária fosse o destaque do agronegócio brasileiro em 2000, com crescimento de 5%.

Ano foi bom para o setor

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O segmento de defensivos agrícolas encerrou o ano de 2000 com resultados considerados positivos. As vendas alcançaram US$ 2,5 bilhões, o que representa crescimento de 7,4 em relação ao ano anterior. Desse total, a liderança coube aos herbicidas, com volume de US$ 1,2 bilhão; seguidos por inseticidas, com US$ 709 milhões; fungicidas, com US$ 386 milhões; acariciadas, com US$ 71,8 milhões e demais classes, com US$ 71,8 milhões e demais classes, com US$ 63,4 milhões.

Em busca de critérios

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As campanhas contra a febre aftosa e o universo pet, denominação de animais doméstico, especialmente cães e gatos, responderam por grande parte do faturamento de produtos veterinários, que alcançou US$ 771 milhões, no passado. Esse resultado foi auxiliado também pela recuperação econômica do país e pelo setor avícola. 

Alterar o conceito. Essa foi a palavra-chave para o comportamento do mercado de inseminação artificial no ano 2000, quando se verificou a firmeza de demanda por genética avaliada. A inseminação artificial perde a classificação de técnica de reprodução e ganha a de instrumento de melhoramento genético animal, explica Marcelo Almeida Oliveira, supervisor de Produto Corte Serviços da Lagoa da Serra/Holland Genetics. Para este ano, a perspectiva é de maior busca por progênie provada.

Nutrição animal teve um ano favorável

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O segmento de alimentação para animais apresentou bons resultados no ano 2000. A produção alcançou 35,4 milhões de toneladas e as vendas US$ somaram 6,6 bilhões. O levantamento de dados revela um ano superior a 1999 e prevê continuidade de crescimento em 2001, garante João Prior, presidente da Associação Nacional dos fabricantes de Alimentos para animais (Anfal). 

Fazendo uma comparação entre valores recebidos no correr de 2000 com as médias de janeiro a dezembro de 1999, verifica-se que houve um aumento real ( com preços deflacionados) de 6,4%. De janeiro a dezembro de 2000, a média do leite tipo C, por exemplo, foi de 1999, calculada pelo Cepea, foi de R$ 0,31/litro ( valores deflacionados pelo IGP-DI e convertidos em valores de dezembro de 2000). 

Na avaliação do presidente da Abimaq, Luis Carlos Delben Leite, as condições internas são promissoras. Ainda que existam algumas nuvens de origem externa, como a crise Argentina e o preço do petróleo, não seria demais imaginar um crescimento de 4 a 4,5% na economia do país e um aumento de vendas de até 8%.

Depois de um ano muito difícil para o mercado como foi 1999, onde a maioria das médias caíram não só em real, mas também em dólar, qualquer previsão mais otimista para o ano seguinte parecia soar como exagerada. A performance das vendas em leilão no ano que passou, porém, acabou mostrando que a tradicional cautela, pelo menos dessa vez, foi injustificada.