Revista 44 / Agosto 2001

Revista 44 / Agosto 2001

Criação 1 - nutrição x produção

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A ênfase nos resultados de uma exploração leiteira depende de todas as variáveis ligadas ao sistema produtivo adotado, e este por sua vez, é definido de acordo com particularidades de cada empresa rural. 

A desmama eficaz, e economicamente viável de bezerras ainda continua sendo peça importante que interfere no contexto das fazendas de leite, especialmente no tocante á reposição de novilhas e crescimento do rebanho, ainda bem como eventual geração de animais excedentes para comercialização. 

Desenvolvimento de animais geneticamente modificados promete mudar o futuro da criação, e segundo seus defensores, não deve encontrar a mesma resistência verificada pelas plantas transgênicas. O assunto, porém, ainda gera polêmica, em ambos os casos; 

Lavoura 1 - o sorgo ganha espaço

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Após as dificuldades iniciais a cultura comprova eficiência na alimentação animal e no sistema de plantio direto. Na safra 98/99, o Brasil plantou 712 mil há de sorgo e colheu um milhão de toneladas Desse total, o sorgo granífero representava 558 mil e o sorgo forrageiro, 154 mil.

Embora recente, o interesse em reduzir o impacto ambiental provocado pela produção e processamento de tecidos de algodão é uma tendência crescente e está impulsionando o resgate do plantio de fibras naturalmente coloridas, bem como a implantação de lavouras que utilizem técnicas da agricultura orgânica. 

Na opinião de especialistas do setor de leite, a nutrição é fundamental em todas as fases de vida do animal. Exatamente por isso, a consulta a órgãos de pesquisas e profissionais do mercado devem integrar o dia-a-dia do produtor. Mais: alguns técnicos acreditam que o preparo do alimento na propriedade pode contribuir para a redução de custos. 

Na onda da explosão dos produtos orgânicos pelas gôndulas e balcões de sacolões e hipermercados, principalmente observada nos últimos 18 meses, o leite ecologicamente correto se preparara para ocupar o seu espaço, bem no momento onde as novas exigências de tecnificação da atividade estão apertando os produtores de leite.

Diminuição da produção de leite, perda de um ou mais quartos do úbere, acidez do leite e rejeição por laticínios, desvalorização comercial da vaca leiteira e, até mesmo, a morte do animal por infecção irreversível. Este quadro nada animador, traçado em estudo feito por Fernando P. Scarlatelli e publicado pela Embrapa Gado de Leite, compõe as conseqüências da mastite ou mamite, a doença mais comum na pecuária leiteira no Brasil e no mundo. 

Hélio Langoni, veterinário e responsável pelo Núcleo de Pesquisas em Mastites (NUPEMAS), da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da Unesp/Botucatu, lembra que, nos últimos anos, houve redução no número de produtores e aumento na média diária de litros de leite produzidos. A redução expressiva no número de produtores foi comprovada em estudos realizados entre 1997 e 2000, divulgados pela Embrapa Gado de Leite. 

O produtor de gado de leite deve entender que o período pós-parto é fundamental para as vacas. Trata-se do momento mais crítico da alimentação e, se bem administrado, renderá em fases consecutivas sem problemas.

De uma maneira geral, sabemos que os bovinos, a medida que experimentam infecções helmínticas sucessivas após nascimento, iniciam o desenvolvimento de imunidade no sentido de controlar tais infecções quando atingirem idade mais avançada. Deste modo, espera-se que já á partir dos 24 meses de idade, em condições normais (nutricionais mostram-se aptos imunilogicamente no sentido de sofrerem menores prejuízos quanto ás helmintoses. 

O primeiro semestre deste ano marca o início da recuperação das vendas de sêmen, conforme informação de Donário Lopes de Almeida, presidente da Associação Brasileira de Inseminação Artificial, embora a entidade ainda não tenha um balanço fechado para fornecer números mais precisos (o mesmo ocorre com as principais centrais de inseminação).