Revista 84 / Jan/Fev 2005

Revista 84 / Jan/Fev 2005

A cotonicultura brasileira iniciou 2004 com muita expectativa quanto à confirmação da super safra de 1,2 milhão de toneladas de algodão, fato este que colocaria o Brasil entre os dez maiores produtores mundiais da fibra. Isso não só se confirmou, como o país ampliou para 360 mil toneladas sua participação nas exportações mundiais e passou a disputar mercado com tradicionais grandes produtores.

O último trimestre de 2004 foi um período bastante positivo para a cafeicultura brasileira. A elevação contínua nos preços da commoditie observada ao longo do ano, nas principais bolsas de mercadorias do mundo, ajudaram a aumentar a euforia da cadeia produtiva no Brasil. De acordo com especialistas em mercado agrícola, isso ocorreu sobretudo em função do já esperado aumento na demanda do hemisfério norte, para o inicio do inverno e da menor oferta do café oriundo da América Central.

Setor sucroalcoleiro a pleno vapor

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A safra de cana-de-açúcar exercício 2004/05, considerando as principais regiões produtoras do país, transcorreu dentro de um ambiente de relativa normalidade. Apesar de algumas adversidades climáticas que atrasaram o início da colheita na região Centro-Sul, a produção de cana, açúcar e álcool não foi comprometida de modo que foi possível atender aos mercados interno e externo sem maiores problemas de abastecimento.

Calmaria marcou o setor citrícola

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O ano de 2004 foi um período de mercado calmo para a agroindústria da citricultura brasileira, sobretudo, no mercado interno, onde os preços da fruta (in-natura) se mantiveram em patamares elevados durante todo o período. Esse movimento proporcionou uma recuperação nos ganhos do produtor que vinha de um fraco período vivido entre 1999 a 2000.

A produção de soja no Brasil tem aumentado acentuadamente nos últimos anos. O alto valor comercial desta leguminosa rica em proteínas é ditado, sobretudo, pelo aumento do consumo na alimentação humana e animal em todo o mundo. No entanto, apesar das tecnologias modernas utilizadas durante as etapas de produção, a fase de colheita apresenta índices de perdas praticamente inalteráveis desde o início do século passado (1927).

Couro: setor busca melhor estruturação

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Acompanhando o excelente momento vivido pelo setor pecuário o Brasil está, de tabela, se tornando um dos maiores produtores de couro no cenário mundial. Com um rebanho que ultrapassa as 190 milhões de cabeças e exportações batendo na casa dos 1,5 milhão de toneladas de carne, a cadeia produtiva vem proporcionando crescimentos, também, de setores como o coureiro, que aproveitam outros atributos dos bovinos, além da carne e do leite.

Controle sistêmico dá resultados

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O controle sobre plantas daninhas, prática milenar dentro da agricultura, ainda hoje, exerce um papel de grande importância no manejo das principais lavouras comerciais do planeta. A preocupação dos agricultores brasileiros com essa questão levou os principais órgãos de pesquisa e extensão do país, a desenvolver um programa de controle que combate, sistematicamente, o problema.

Soja responde pela maior demanda

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Ainda não se sabe os números finais da indústria de defensivos em 2004. Contudo, espera-se ter fechado o ano com um faturamento de 20 a 25% superior ao de 2003, que foi de US$ 3,1 bi. Estima-se que em 2004, o faturamento do setor tenha sido de, aproximadamente, US$ 3,8 bi , segundo o presidente executivo da Andef, Associação Nacional de Defesa Vegetal, Cristiano Walter Simon.

Para a indústria de fertilizantes, o ano de 2004 foi praticamente uma repetição de 2003, em volumes de vendas. De acordo com a ANDA - Associação Nacional para Difusão de Adubos, os números chegam a aproximadamente 22,650 milhões de toneladas de adubos, contra 22,780 milhões em 2003, uma queda de apenas 0,4%. 

Apesar das perdas provocadas por problemas climáticos, a fruticultura brasileira fechou 2004 com um novo recorde: exportações de US$ 370 milhões, o equivalente a 850 mil toneladas, segundo cálculos do setor. Esse desempenho representou um crescimento de 10% em valor e de 5% em volume em relação a 2003, de acordo com o Instituto Brasileiro de Frutas (Ibraf).

Em 2004 foram 47.627 bovinos de corte vendidos em leilão, o que representa uma diminuição de 21% na oferta, em 786 remates (78 eventos a menos que em 2003). Em compensação o volume negociado atingiu R$ 544 milhões, o que representa um aumento de 10% sobre o ano anterior. 

O ano de 2004 marcou uma nova era para o segmento de produção de leite e derivados no Brasil. Em grande parte, esse movimento de mudança, que teve início no começo do ano, foi marcado por uma postura bem mais austera por parte dos agentes que compõem a cadeia produtiva e do governo federal, que passou a coibir ações que oneravam o setor, causando prejuízos, tanto ao produtor quanto a indústria de derivados lácteos.

Devido os baixos estoques de milho no mercado mundial e o fato de a demanda continuar crescendo mais rápido do que a oferta, os preços da cultura na safra 2004/05, tendem a manter uma tendência de cotações crescentes. Diferente de outros grãos como trigo e soja, cujo equilíbrio entre oferta e demanda está mais estável, o milho deve seguir uma trajetória diferente, com preços em alta e utilização de estoques de safras passadas para regular o abastecimento interno.

Montanha russa assusta produtores de soja

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O desempenho do complexo soja no ano de 2004, comparativamente às demais culturas comerciais do país, teve um resultado que, segundo vários especialistas em mercado agrícola, entrevistados pela Revista Rural, se enquadra entre os melhores do agronegócio brasileiro. No entanto, ao longo desse período o sojicultor viveu sobre uma verdadeira montanha russa, motivada principalmente, pelas incertezas no cenário mundial da commoditie.

A produção nacional de trigo vem apresentando expressivo crescimento desde 1999, com reflexos diretos no volume de área utilizado pela cultura que evoluiu de 1,2 milhão de hectares para 2,4 milhões em 2003, quando a safra atingiu 5,9 milhões de toneladas.

Com o aumento das exportações e o crescimento do agronegócio em 2004, a indústria de produtos veterinários também foi beneficiada pelo bom momento que o país viveu durante o último ano. Segundo dados divulgados pelo Sindan, Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para a Saúde Animal, um levantamento feito pela entidade aponta um crescimento no faturamento da indústria veterinária em 2004 superior a 11% em relação ao ano anterior.