Revista 168 / Fevereiro 2012

Revista 168 / Fevereiro 2012

Quando Pero Vaz de Caminha descobriu que as terras brasileiras eram férteis e verdejantes, escreveu uma carta ao rei com os seguintes dizeres: "tudo o que nela se planta, tudo cresce e floresce". De lá pra cá, as afirmações de Caminha só se concretizaram. Graças à vocação agricultável, o Brasil se transformou no que é hoje, um celeiro de várias culturas.

Dedo de Prosa

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Um bate papo com Carlos Alberto dos Santos

Recentemente tem-se notado uma invasão de carnes exóticas, presente cada vez mais nos cardápios de vários restaurantes. Até mesmo em churrascarias populares já é possível encontrá-las. Além desses, em estabelecimentos comerciais especializados em carnes, os chamados "meat shops", é possível achar uma gama de ofertas bem mais ampla do que alguns anos. As carnes, as chamadas exóticas, hoje são usadas como ingredientes em várias receitas, do churrasco à pizza passando até mesmo por pratos principais. Nos cardápios se encontra, entre outras, com relativa facilidade carne de cordeiro, veado, faisão, avestruz e javali.

Mato Grosso pode ser o Estado brasileiro onde há o maior número de grandes fazendas e de megaprojetos em agricultura. Mas também que pode impulsionar a versatilidade em termos de espécies e variedades plantadas anualmente. Se o que grande parte dos pesquisadores da Embrapa preconiza é a condução de uma eficiente rotatividade nas fazendas, então certamente pode-se afirmar que muitos produtores de Campo Novo do Parecis (MT), a 392 quilômetros da capital, Cuiabá, estão no caminho de maiores ganhos em termos de produtividade e, em longo prazo, de um incremento significativo ao solo.

No futuro, o pecuarista poderá saber sobre as ocorrências patológicas no próprio ambiente da criação, com possibilidade de aplicação de medicamento que combaterá a região exata da infecção. Na fazenda São Lourenço das Barcas, no município de Coxim (MS), o gado é mantido numa área de pasto bem manejado. Logo pela manhã, os tratadores do rebanho juntamente com o médico veterinário fazem uma vistoria rotineira num lote de recém-desmamados e coletam amostras de sangue de algumas rezes. Um pequeno aparelho, munido de uma pequena agulha, faz a retirada do fluído e o analisa.

A chegada da época de colheita da soja é o momento mais propício para reunir os agricultores para checar, bem de perto, os resultados que puderam ser obtidos na lavoura, a partir da adoção de um manejo adequado, do investimento em tecnologias em insumos, ou mesmo a partir de testes de novas cultivares. Esse será o ritmo que os produtores rurais de Mato Grosso poderão experimentar nos Dias de Campo organizados pela Fundação Mato Grosso até 3 de março.

Em alguns campos bem tradicionais do País, os preparativos para a safra já começaram desde janeiro e devem ir até meados de março. No Rio Grande do Sul, o maior Estado produtor do País, por exemplo, são cultivados cerca de 50 mil hectares (ha) ano após ano. A lavoura se adaptou bem à região fria gaúcha e por lá foi demarcando o seu terroir [lê-se terroá, numa tentativa de aproximação da língua portuguesa com a francesa] - ou seja, "'uma extensão limitada de terra considerada do ponto de vista de suas aptidões agrícolas'", descreve o pesquisador da Embrapa Uva e Vinho e especialista em zoneamento vitivinícola e indicações geográficas, Jorge Tonietto no artigo "Afinal, o que é terroir?".

Não é difícil enumerar os motivos que fizeram da S10 a “número um” do mercado de picapes médias no Brasil desde o seu lançamento. As qualidades vão além do carro em si, como o preço competitivo e uma rede de assistência que cobre praticamente todo o país. Com nova motorização e um visual arrebatador, ela mostra para a concorrência que não pretende descer do topo tão cedo.