MAIS SAÚDE ÀS MUDAS

A Basf, empresa química mundial, utilizou gemas de variedades definidas de cana-de-açúcar para realizar a originação do material genético, e adaptar o modelo AgMusa (Agricultura de Mudas Sadias). 

Lançado em 2.013, o sistema produz mudas sadias e formação de viveiros com alta qualidade. A tecnologia garante ao produtor potencialidade na produção dos canaviais. “É uma ferramenta capaz de transformar o setor sucroenergético brasileiro”, exalta Cássio Teixeira, gerente de marketing AgMusa da Unidade de Proteção de Cultivos da Basf.

O sistema conta também com um foco de inovação, que permite o gerenciamento de energia da planta, um controle de nutrientes, gerenciamento do solo, e de pré e pós-colheita. “Nós inovamos para que o cliente atinja o sucesso com sustentabilidade”, detalha Teixeira.

O AgMusa permite a aceleração da cultivar. No modo convencional, o produtor demora cerca de seis anos para multiplicar e formar viveiros. Com o novo método, pode haver uma antecipação de até três anos. Luiz Augusto Contin, gerente de desenvolvimento agrícola da Usina Mogiana, localizada em São Joaquim da Barra, a 384 quilômetros de São Paulo, que cultiva cerca de 66 mil hectares, conta que “em 2.012 estávamos a procura de um novo modelo de plantio de cana, também de possiblitar novas tecnologias em relação aos viveiros. O perfil mecanizado agride muito a questão de gemas, e exige elevado consumo de mudas. Resolvemos então investir no uso de plantas, e buscamos a parceria da Basf”. Ednaldo Mariani Júnior, desenvolvimento de mercado da Basf, a tecnologia causou uma revolução, “principalmente na operação final do plantio da cana”. “Entendemos que é o caminho para retomar as boas práticas”, explica.

Contin exemplifica que na época plantaram 12 hectares de planta, sendo três deles com o sistema AgMusa. “Convencemos a direção e em 2.013 plantamos 160 hectares com a tecnologia”. 

A companhia desenvolveu o processo a partir de viveiros básicos formados com variedades obtidas diretamente do melhorista genético. A empresa presta assistência até o momento do plantio. A tecnologia forma novos viveiros com sanidade, segurança e produtividade, desenvolvida com os padrões fitossanitários. As mudas passam por um tratamento que confere uma genética homogênea para o plantio. Atualmente, o processo é conduzido na biofábrica da empresa, na estação experimental, que fica em Santo Antonio de Posse, a “A Basf nos ajuda desde o planejamento ao pós venda, com apoio de consultores, e a segurança que nos oferece”, gratifica Contin. Américo Ferraz, diretor de Tecnologia Agrícola e Operações da Odebrechet Agroindustrial, explica que o material AgMusa “é rústico, tem a garantia de sanidade, o que nos possibilita fazer os cálculos de TCH e ATR, e tem como característica um ponto de atenção que é o pegamento por irrigação”.

Além disso, a empresa proporciona aos clientes a entrega das mudas, e com trator apropriado, desenvolvido em parceria com a DMB, que auxiliam no plantio das mudas tratadas. A Basf oferece também a biofábrica móvel, que vai até o cliente, e oferece soluções integradas e otimização de custos. “ Nós vamos compartilhar o processo produtivo. O cliente está integrado conosco”, explica Júnior.

No mês de maio, a companhia passou a oferecer um novo método AgMusa, voltado às culturas de soja ou amendoim, pelo plantio em meiosi. Essa forma de plantio integra duas culturas e tem como objetivo proporcionar rotação de área e benefícios agronômicos. 

A Basf tem um rendimento em vendas atualmente de US$ 2,7 bilhões em onze unidades produtivas. A companhia mantêm parceria com institutos  como Centro de Tecnologia Canavieira (CTC), Instituto Agronômico de Campinas (IAC) e Rede Interuniversitária para o Desenvolvimento do Setor Sucroenergético (Ridesa), onde consegue acessar os portfólios de variedades das intenções de plantio.

A cana no Brasil passa por uma revolução com a disponibilização de novas tecnologias específicas. Esses métodos são capazes de interromper o ciclo de baixa produtividade, e o sistema AgMusa proporciona um aumento entre 20% e 40% do viveiro. Um plantio de mudas sadias de variedades nobres, tratadas com defensivos de ponta, é capaz de promover cerca de 40% mais gemas viáveis para o canavial.

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Da Redação

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